SAUDADE VEM DO NADA

É que as vezes a saudade da infância chega de forma violenta, invade sem pedir licença e deixa o coração do tamanho de um amendoim.


É aquela musica que você escutava no carro com seu pai a caminho da Terra Encantada, é o álbum desse mesmo artista que não pára de tocar e, sem controlar, as memórias passam a brotar na sua cabeça.


Boas e nem tão boas assim, mas hoje, com um olhar mais maduro, é possível ver o que foi aprendido, a importância de cada pessoa que estava conosco e o quanto os irmãos são a base mais sólida.


Com essa musica que está tocando agora, consigo ver meu pai preparando aquele macarrão que alternava apenas entre molho branco e vermelho, consigo ainda, ao mesmo tempo, vê-lo me sentando na pia e lavando meu pé porque meus irmãos reclamaram do meu chulé durante todo o caminho de volta pra casa.


Ainda com a mesma música, as cenas passam como numa evolução e o passar de tempo de novela. As lembranças, o cheiro da brisa da manhã pra ir pra escola, a luta que era para eu e Rodrigo acordarmos, os episódios de cada um, o barulho das portas, advertências sem fim e esporro que soava como uma bomba. As surpresas, os teatrinhos, os jogos e, o que mais faz falta, quando conseguíamos estar juntos com mais frequência e viver cada suspiro da vida em conjunto.


O tempo tá voando, as vidas de cada um já com um rumo, a saudade da rotina que transborda, mas sempre a certeza de nós e do dr. por perto.


É o maior amor do mundo, a melhor e mais incrível família que existe.

A saudade vem e deixa a certeza que a infância foi a melhor possível, e também, o que nos faz tão unidos. O amor sobra e segura toda barra que possa aparecer.

Nathalia Teich
17/5/2017

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